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Rider técnico para evento corporativo: o que incluir

Palco de convenção corporativa com dois painéis de LED, feixes de luz e plateia em mesas, montado com rider técnico

Um rider técnico de evento corporativo precisa de seis blocos: programação, input list de áudio, mapa de palco, luz e vídeo, energia e rigging, e contatos com prazos. Input list e mapa de palco evitam improviso na passagem de som. O pedido de rigging no prazo (na Transamérica Expo, cerca de 15 dias antes) garante que o palco suba.

O que é rider técnico e quem escreve no evento corporativo?

Rider técnico é o documento que diz o que o palco precisa para funcionar: quais equipamentos, em que posição, com quanta energia, em que horário. Nos shows, quem escreve é a banda. No corporativo, quase sempre quem escreve é a empresa de audiovisual, a partir do roteiro do evento.

Na prática, existem dois riders conversando entre si:

  • Rider do local: o que o hotel, teatro ou pavilhão já oferece. A Sala Carlos Miranda, da Funarte SP, por exemplo, publica medidas do palco, mesa de luz, mesa de som, refletores e tomadas disponíveis.

  • Rider da produção: o que o seu evento precisa além disso, e que alguém vai ter que trazer, montar e operar.

O trabalho do rider é fechar a diferença entre os dois. Se ninguém faz essa conta, ela aparece no dia da montagem.

O que um rider técnico corporativo precisa ter (checklist)

Este é o esqueleto que funciona para convenção, congresso, lançamento e premiação. Dá para imprimir e conferir item por item.

BlocoO que entraPor que importa
ProgramaçãoHorários de montagem, passagem de som, ensaio, evento e desmontagemDefine equipe, turnos e se cabe ensaio
Input listCada microfone, notebook, vídeo e instrumento, numerado por canalÉ a base da mesa de som e da passagem
Mapa de palcoDesenho com posição de púlpito, poltronas, retornos, telas e entradas de caboEvita palestrante andando em frente à caixa
Luz e vídeoLista de refletores, painel de LED, processador, câmeras, switcher, playbackDimensiona estrutura, energia e operadores
Energia e riggingPotência total, quadros, pontos de içamento e peso por pontoÉ o que o pavilhão cobra e confere
Contatos e prazosResponsável técnico de cada lado, datas de envio de documentosSem dono, o item fica sem resposta

Se a proposta que você recebeu não deixa claro quem cuida de cada bloco, vale ler como avaliar propostas de audiovisual antes de fechar.

Mesa de operação técnica com monitores de vídeo e áudio diante do palco de evento corporativo com plateia
A posição de operação (FOH) também entra no rider: ela precisa de espaço, energia e visão direta do palco. — Foto: acervo Showdesign, ENDOACADEMY.

O que pedir no rider de som

O rider de som do corporativo gira em torno de uma pergunta: quantas vozes vão falar ao mesmo tempo? Uma convenção com um palestrante por vez é uma coisa. Um painel com cinco convidados, apresentador e perguntas da plateia é outra bem diferente.

O que não pode faltar:

  • Input list numerada. Microfone de lapela do CEO, headset do apresentador, dois de mão para perguntas, áudio do notebook, áudio dos vídeos. Cada um vira um canal na mesa.

  • Tipo de microfone por pessoa. Lapela, headset ou de mão. Quem gesticula muito ou fala de perto do LED costuma se dar melhor com headset.

  • Quantidade de sistemas sem fio e reserva. Cada sem fio ocupa uma frequência, e em pavilhão com vários eventos simultâneos isso precisa ser planejado.

  • Retorno de palco. Palestrante também precisa se ouvir, e banda de abertura precisa muito mais.

  • Posição do PA e da mesa. A mesa de som fica onde o operador ouve o que a plateia ouve, não num canto atrás do palco.

  • Tempo de passagem. Coloque na programação, com horário. A passagem de som é o primeiro item que some quando a montagem atrasa.

Quem dimensiona som para shows de grande plateia (no nosso caso, mais de 9.000 shows) sabe que é o rider bem feito que permite resolver uma troca de microfone sem a plateia perceber.

Palco corporativo em pavilhão com treliça de rigging, line array suspenso, painéis de LED coloridos e feixes de luz
Luz, LED e som pendurados na mesma treliça: o rider precisa somar o peso de tudo antes de pedir os pontos. — Foto: acervo Showdesign, EUROPHARMA.

O que pedir no rider de luz e vídeo

O rider de luz responde o que precisa ficar visível, para quem e para qual câmera. No corporativo, a luz serve primeiro ao rosto do palestrante e à transmissão. O efeito vem depois.

Itens que devem estar escritos:

  • Luz frontal de rosto para a área de fala, com posição e ângulo. É o que faz o palestrante aparecer bem no telão e na gravação.

  • Contraluz e luz de cena (moving heads, wash, ribalta), com quantidade e onde ficam presas.

  • Mesa de luz e operador. Diga se o evento vai ter roteiro de cenas programado ou só estados fixos.

  • Painel de LED: tamanho, pixel pitch, processador, fonte de sinal e quem opera o playback.

  • Câmeras e switcher, se houver IMAG ou transmissão, com posição de cada câmera no mapa.

  • Uso de haze, porque alguns locais exigem aviso por causa do detector de fumaça.

Mapa de palco e input list: as duas páginas que mais evitam erro

Se o rider tiver só duas páginas, que sejam essas. O mapa de palco mostra onde cada coisa fica; a input list mostra o que entra em cada canal. Juntas, permitem que a equipe monte sem perguntar nada.

Um bom mapa de palco corporativo marca:

  1. Púlpito, poltronas ou mesa de debate, com medidas.

  2. Posição das telas e do painel de LED.

  3. Retornos e caixas de frente.

  4. Entradas e saídas do palco (escada, rampa, coxia).

  5. Ponto de chegada dos cabos e onde fica a mesa de operação.

Essa planta só fecha de verdade depois de uma visita técnica ao local: pé-direito, portas de carga e tomadas mudam muito de um espaço para outro.

Montagem de convenção em pavilhão com talhas suspensas no teto, treliças e painéis de LED no chão antes do içamento
Talhas penduradas e estrutura no chão: o içamento só começa depois que os pontos foram pedidos e liberados pelo pavilhão. — Foto: acervo Showdesign, CONVENÇÃO OMIE 2026.

Prazos, energia e rigging: a parte que o pavilhão cobra

Essa é a seção do rider que mais pega produtor de surpresa, porque ela não depende só de você: depende das regras do local. E, nos pavilhões com empresa aérea exclusiva, quem contrata e paga o rigging é o cliente, direto com o pavilhão.

Alguns exemplos que vivemos na montagem:

PavilhãoRegra de rigging
Transamérica Expo (SP)60 kg por ponto nos halls A–E; rigging pela Exata Cabos, pedido cerca de 15 dias antes
Expo Center Norte (SP)Rigging exclusivo da EA Estruturas Aéreas, limite de 50 kg por ponto, sem negociação
São Paulo ExpoOperado pela GL events; rigging contratado direto pela contratante
Pro Magno (SP)Sem fornecedor exclusivo; içamento feito pela equipe técnica do evento

Essas regras mudam. Confirme sempre no manual do expositor da edição do seu evento.

O que o rider precisa trazer para essa conversa:

  • Peso por ponto, somando LED, luz, som e estrutura. Se passar do limite, o projeto muda: mais pontos, ou parte do material vai para estrutura de chão.

  • Potência total e quadros de energia, para o local ou o gerador dimensionar.

  • Data de envio dos documentos. Locais menores também têm prazo: a Sala Carlos Miranda pede documentos técnicos com pelo menos 5 dias de antecedência.

Em montagens com motores, contratar um especialista em rigging é custo real, mas compensa pela segurança e pela responsabilidade técnica. Detalhamos isso no guia de rigging e segurança no evento corporativo.

Erros comuns no rider técnico corporativo

  • Copiar o rider do evento anterior. Outro local, outro palco, outro roteiro. Vale como ponto de partida, nunca como documento final.

  • Esquecer o que muda no roteiro. Entrou uma banda na abertura? Um painel com cinco pessoas? A input list muda junto.

  • Não ter dono. Cada bloco precisa de um nome responsável dos dois lados.

  • Mandar o rider tarde. Rigging, energia e liberação de frequências têm prazo. Rider no dia anterior é só uma lista de desejos.

Na produção completa da Showdesign, o rider sai do mesmo time que projeta, monta e opera som, luz e LED, então a conta entre local e projeto é feita por quem vai responder por ela no dia.

Perguntas frequentes

Rider técnico e mapa de palco são a mesma coisa?

Não. O mapa de palco é uma das partes do rider: o desenho de onde cada coisa fica. O rider inclui também a input list, as listas de equipamento, energia, rigging, horários e contatos.

Com quanto tempo de antecedência o rider deve ser enviado ao local?

Depende do local. Pavilhões com rigging exclusivo pedem a solicitação de pontos com semanas de antecedência (na Transamérica Expo, cerca de 15 dias). Teatros e salas menores costumam pedir dias. Envie assim que o projeto estiver fechado.

Quem paga o rigging em pavilhão com empresa exclusiva?

Nos pavilhões com empresa aérea exclusiva, quem contrata e paga o rigging é o cliente, direto ao pavilhão. Por isso esse custo precisa aparecer no orçamento desde o começo.

Evento em hotel também precisa de rider técnico?

Precisa. O hotel tem regras próprias de energia, carga, horário de montagem e às vezes fornecedor credenciado. Um rider simples, com input list, mapa e energia, evita a maioria dos problemas.

Conclusão

Rider técnico bom deixa a equipe montar sem perguntar e o pavilhão aprovar sem devolver: microfone certo para cada pessoa, palco desenhado, peso e energia somados, prazos cumpridos.

Se ficar em dúvida sobre o que colocar no rider da sua convenção, chama a gente: a conversa é de graça e sem compromisso.

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