Sala de evento costuma seguir a mesma receita: palco reto, tela no fundo, plateia de frente. Funciona, mas é previsível. Para o Power Day, no dia 31 de março de 2026, no Teatro Ulysses Guimarães, em Brasília, a gente queria que quem entrasse na sala sentisse logo de cara que aquele não era um evento qualquer. Um evento com “power” no nome pedia energia na cena.
O que a gente pensou
Primeiro, a logística. A ShowDesign fica em São Caetano do Sul (SP), e o evento era em Brasília. Isso significa que o projeto inteiro, da treliça ao último refletor, tinha que sair daqui pronto, viajar mais de 1.000 km e ser montado lá sem surpresa. É o tipo de operação que a gente só topa quando o evento pede estrutura de verdade. E esse pedia.
No palco, a ideia foi quebrar a linha reta. Em vez de uma tela única colada na parede do fundo, a gente desenhou um palco em V: duas telas grandes anguladas, abrindo a cena para a plateia e criando profundidade num espaço que normalmente é plano.
E não parava aí. A gente queria camadas: telas pequenas “flutuando” no meio da estrutura, torres de luz entre as telas e uma iluminação que saísse do palco e chegasse à plateia, pelas laterais e pela frente.
Como saiu do papel
Um palco em V. Duas telas de LED de 7 m × 4 m, cada uma montada sobre um grid de treliça P30, anguladas uma para a outra. No meio do V, uma torre central de 4 m. Entre as telas e acima delas, cinco telas menores (de 1 m × 1 m e 1,5 m × 1,5 m) presas na estrutura em alturas diferentes, como se estivessem soltas no ar. Somando tudo, 65 m² de LED.

Render do projeto: palco em V, telas flutuantes e rig de luz em várias frentes.
Uma estrutura que é cenário. Foram quase 1,7 tonelada de treliça: grids de 6 m × 3 m atrás de cada tela, torres de 5 m nas extremidades e a torre central, todas com braços de 1 m para pendurar luz. Aqui a estrutura não fica escondida. Ela faz parte do visual do palco.
Luz em todas as direções. O lighting designer Wallyson França espalhou o rig por várias frentes. Nas torres e nos braços, B-Eye K10 em várias alturas. Dentro dos quadros de treliça, Beam 200 empilhados na vertical. Na base das telas, uma linha de LED Beam 150 banhando o LED de baixo para cima. Por cima do palco, uma vara com BSW e outra na frente, alternando Strobe LED e blinders, para os momentos de impacto. E nas paredes laterais da plateia, 30 PAR LED Slim levando cor para o público.
Operação com sobra. Duas grandMA2, máquina de fumaça, haze e ventilador para os fachos ganharem forma no ar. De São Paulo a Brasília, do desenho técnico à operação, o mesmo time do começo ao fim, sob a direção geral de Leonardo Oliveira.
Quanto equipamento foi pro palco
| Data | 31/03/2026, Brasília/DF |
| Painel de LED | 65 m² (2 telas de 7×4 m + 5 telas flutuantes) |
| Refletores | 106 equipamentos de luz |
| Estrutura | ~1,7 tonelada de treliça P30 e P50 |
| Torres | 2 torres de 5 m + 1 torre central de 4 m |
| Mesas de luz | 2 grandMA2 |
No fim, é isso que a gente chama de Full Experience: equipamento próprio, equipe própria e um projeto pensado para tirar a sala do óbvio, onde quer que ela esteja.
Ficha técnica
- Direção geral: Leonardo Oliveira
- Lighting design: Wallyson França
- Luz: 24 B-Eye K10 · 10 Beam 200 · 10 BSW · 12 LED Beam 150 · 10 Strobe LED · 10 Brut (blinder) · 30 PAR LED Slim · 2 grandMA2 · máquina de fumaça · haze · ventilador
- LED: 65 m² (2 telas de 7×4 m, 2 de 1×1 m e 3 de 1,5×1,5 m)
- Estrutura: treliça P30 (24 de 2 m, 16 de 3 m, 8 de 1 m, 3 de 4 m) · torres P50 · 30 cubos de união · barras para luz
Vai fazer um evento grande, em São Paulo ou fora dele? Chama a gente no WhatsApp e conta o desafio pra gente.