Teatro é um lugar lindo para evento. Só que ele já vem pronto: boca de cena com moldura, frisas nas laterais, plateia em curva e um palco pensado para espetáculo, não para conteúdo em tela gigante. No SDA 2026, que ocupou o Teatro Bradesco por três dias, a missão era fazer esse espaço clássico funcionar como palco de evento corporativo, sem brigar com a arquitetura e sem deixar ninguém da plateia de fora.
O que a gente pensou
A primeira decisão foi aproveitar o que o teatro já tinha. A box truss P50 de 14 m é do próprio Teatro Bradesco, então a gente desenhou o projeto em cima dela, com quatro motores de 1 tonelada para içar o painel central. Menos estrutura extra, montagem mais limpa e mais tempo para o que importa: a cena.
A segunda pergunta foi sobre a plateia. Em teatro com assentos em curva, quem senta nas pontas costuma ver a tela meio de lado. E a luz normalmente para na boca de cena, deixando o público no escuro. A gente queria o contrário: que a tela abraçasse a sala e que a luz chegasse até as cadeiras.
Como saiu do papel
Três telas, um só palco. No centro, um painel de LED de 14 m × 5 m pendurado na treliça do teatro. Nas laterais, duas telas de 2,5 m × 5 m montadas em torres de treliça P30 e anguladas na direção da plateia, fechando a composição como uma moldura de imagem. Ao todo, 95 m² de LED.
Torres que viram parte da cena. As torres laterais foram montadas com treliça P30 em módulos de 2 m e 1 m, cubos de ligação e canos de 1 m para pendurar luz. Elas sustentam as telas e, ao mesmo tempo, viram suporte para os refletores, então cada peça de estrutura trabalha dobrado.
Luz do palco até a plateia. O lighting designer Wallyson França distribuiu o rig em camadas: uma linha de BSW 480 e Strobe LED na vara sobre o palco, B-Eye K10 na vara da frente e nas torres laterais, uma linha de LED Beam 150 no piso, banhando a tela de baixo para cima, e BSW 480 no chão, nas bases das torres. O pulo do gato foram as 12 ribaltas RGBW instaladas ao longo das paredes laterais da plateia. Com elas, a luz do evento saiu do palco e tomou conta da sala inteira.
Operação na mão de quem desenhou. Tudo controlado por uma grandMA2 com sistema Art-Net e máquina de fumaça para os fachos aparecerem no ar. Nos três dias de evento, do desenho técnico à operação, o mesmo time do começo ao fim, sob a direção geral de Leonardo Oliveira.
Quanto equipamento foi pro palco
| Duração | 3 dias (24 a 26/04/2026) |
| Painel de LED | 95 m² em 3 telas |
| Tela central | 14 m × 5 m, içada por 4 motores de 1 t |
| Telas laterais | 2 × (2,5 m × 5 m), em torres de treliça |
| Refletores | 55 equipamentos de luz |
| Treliça P30 | 28 peças (20 de 2 m e 8 de 1 m) + 24 cubos |
| Mesa de luz | grandMA2 |
No fim, é isso que a gente chama de Full Experience: equipamento próprio, equipe própria e um projeto que respeita o espaço e tira o melhor dele.
Ficha técnica
- Direção geral: Leonardo Oliveira
- Lighting design: Wallyson França
- Luz: 12 BSW 480 · 14 B-Eye K10 · 12 LED Beam 150 · 12 Ribalta RGBW · 5 Strobe LED · grandMA2 · sistema Art-Net · máquina de fumaça
- LED: 95 m² (1 tela central de 14×5 m e 2 laterais de 2,5×5 m)
- Estrutura: 4 motores de 1 t · treliça P30 (20 de 2 m, 8 de 1 m) · 24 cubos · 8 canos de 1 m
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