Tem evento que pede um palco bonito. E tem evento que pede um palco que envolva o público. O ICL 2026 era do segundo tipo. Durante dois dias, o Vibra São Paulo virou o palco desse encontro, e a gente sabia que a sala ia cobrar: plateia em arquibancada curva, colunas no caminho da visão e uma boca de cena que precisava parecer muito maior do que era.
O que a gente pensou
A primeira pergunta foi: como fazer a imagem e a luz chegarem com o mesmo impacto em todas as fileiras, inclusive nas laterais da arquibancada? E a segunda: como fazer isso numa casa de shows que tem estrutura própria (varas cênicas e um rig fixo da casa)? Tudo o que a gente trouxesse tinha que conversar com o que já estava lá, sem gambiarra e sem perder um centímetro de segurança. Esse terreno a gente conhece bem: foi no mesmo Vibra que fizemos o Fight Music Show 2024.
Como saiu do papel
Um palco em três telas. Em vez de um painel só, a gente desenhou uma composição: uma tela central de 14 m × 5 m ladeada por duas telas de 4 m × 5 m, anguladas em 30° na direção da plateia. Resultado: quem estava na ponta da arquibancada via o conteúdo de frente, não de perfil. Somando tudo, foram mais de 110 m² de LED.
LED elevado. O painel central subiu em uma base de praticáveis a 60 cm do chão, ao longo de 14 m. Isso tirou a tela da linha das cabeças da primeira fileira e deu altura para o palco ficar imponente até do fundo da sala.
Uma estrutura que ninguém vê (e todo mundo sente). Box truss de 14 m com quatro pontos de ancoragem em Y, treliças laterais de 4 m inclinadas e araras presas às varas cênicas por cintas de elevação. Do lugar da plateia, a impressão é que as telas e a luz flutuam.
Luz em camadas. O lighting designer Wallyson França montou o rig em várias linhas sobre o palco, intercalando Beam 200, B-Eye 19×40 e LED Balls RGB, com Tambora Line no topo das telas, colunas de Strobe LED nas laterais e uma linha de LED Beam 150 no piso, banhando o painel de baixo para cima. O nosso desenho se integrou ao rig fixo do Vibra para criar profundidade de verdade, com 7,5 m de palco trabalhando a favor da cena.
Operação na mão de quem desenhou. Tudo controlado por uma grandMA2 Wing, com dois sistemas Art-Net, máquina de fumaça e ventilação para os fachos aparecerem no ar. Nos dois dias de evento, do primeiro alinhamento até o último aplauso, foi um só ponto de contato: o produtor técnico Gabriel Guerreiro.
Quanto equipamento foi pro palco
| Duração | 2 dias (19 e 20/09/2026) |
| Painel de LED | +110 m² em 3 telas |
| Tela central | 14 m × 5 m, elevada a 60 cm |
| Telas laterais | 2 × (4 m × 5 m), anguladas em 30° |
| Refletores | 112 equipamentos de luz |
| Box truss principal | 14 m, 4 pontos de ancoragem |
| Profundidade de palco | 7,5 m |
| Mesa de luz | grandMA2 Wing |
No fim, é isso que a gente chama de Full Experience: equipamento próprio, equipe própria e um projeto pensado para aquele espaço, não copiado de outro evento.
Ficha técnica
- Direção geral: Leonardo Oliveira
- Lighting design: Wallyson França
- Produção técnica: Gabriel Guerreiro
- Luz: 26 Beam 200 · 24 B-Eye 19×40 · 20 LED Beam 150 · 16 Tambora Line · 14 LED Ball RGB · 12 Strobe LED · grandMA2 Wing · 2 sistemas Art-Net · máquina de fumaça · ventilador
- LED: +110 m² (1 tela central de 14×5 m e 2 laterais de 4×5 m)
- Estrutura: box truss P50 (5 de 4 m, 1 de 2 m) · 2 araras de 4 m · 7 praticáveis de 60 cm
Vai fazer um evento no Vibra ou em outro auditório “difícil”? Chama a gente no WhatsApp e conta o desafio pra gente.